{"id":463,"date":"2026-01-24T19:44:59","date_gmt":"2026-01-24T19:44:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cir-internacional.org\/?p=463"},"modified":"2026-05-24T16:42:05","modified_gmt":"2026-05-24T16:42:05","slug":"39-anos-sem-nahuel-moreno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cir-internacional.org\/pt\/39-anos-sem-nahuel-moreno\/","title":{"rendered":"39 anos sem Nahuel Moreno"},"content":{"rendered":"<p>25 de janeiro marca 39 anos da morte de nosso maior mestre e l\u00edder. E, infelizmente, ao comemorarmos este anivers\u00e1rio, devemos dizer que sua principal obra, a Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI), implodiu ap\u00f3s uma longa crise.<\/p>\n<p>A causa dessa implos\u00e3o foram as a\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas da fra\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, liderada pela dire\u00e7\u00e3o do PSTU no Brasil.<\/p>\n<p>Essa dire\u00e7\u00e3o agiu com m\u00e9todos alheios ao leninismo e ao trotskismo, aos pr\u00f3prios princ\u00edpios de Moreno, empregando campanhas difamat\u00f3rias, san\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica contra uma minoria que questionava uma crescente tend\u00eancia reformista e, em geral, contra qualquer pessoa que expressasse opini\u00f5es divergentes. Isso culminou, no primeiro dia do XVI Congresso Mundial, com a expuls\u00e3o de quatro l\u00edderes que representavam as posi\u00e7\u00f5es da minoria organizada na Fra\u00e7\u00e3o para a Defesa e Reconstru\u00e7\u00e3o da LIT: Alicia Sagra, Bernardo Cerdeira, Mar\u00eda Rivera e Mart\u00edn Hern\u00e1ndez. Al\u00e9m das expuls\u00f5es, as se\u00e7\u00f5es da LIT foram instru\u00eddas a aplicar as mesmas medidas.<\/p>\n<p>Repudiando as expuls\u00f5es e considerando que, com elas, a LIT-QI abandonava o regime de centralismo democr\u00e1tico, alterando assim seu car\u00e1ter, os seguintes partidos deixaram a LIT-QI: o PST do Peru e o setor minorit\u00e1rio organizado como Tend\u00eancia, que inclu\u00eda o PT da Costa Rica. Os setores que se consideravam expulsos adotaram a mesma postura: mais de 100 membros do PSTU do Brasil, o MIT do Chile, o GOI da Argentina, a Corriente Obrera dos EUA e um setor do PT do Paraguai.<\/p>\n<p>Mas a hemorragia da LIT n\u00e3o parou por a\u00ed, nem ocorreu apenas entre aqueles que se identificavam como opositores da fra\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria. Recentemente, ocorreu uma cis\u00e3o dentro da pr\u00f3pria maioria. A Corriente Roja do Estado espanhol acaba de sofrer uma ruptura liderada por seus quadros hist\u00f3ricos. Infelizmente, esses quadros n\u00e3o est\u00e3o apenas rompendo com a LIT-QI, mas tamb\u00e9m com o morenismo, aderindo ao projeto da Corrente da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente (antiga Fra\u00e7\u00e3o Trotskista) de reconstruir a Quarta Internacional e adotando suas posi\u00e7\u00f5es sobre a \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d, que derivam de uma falsifica\u00e7\u00e3o do pensamento de Moreno.<\/p>\n<p>Essa \u00faltima ruptura confirma o que afirm\u00e1vamos no Manifesto de Funda\u00e7\u00e3o do CIR: que novas separa\u00e7\u00f5es e rupturas ocorreriam. E, como aqueles que rompem com a Corriente Roja acusam a maioria da dire\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter revisado a fundo as ideias de Moreno, confirmam que o abandono do centralismo democr\u00e1tico e a expuls\u00e3o dos cr\u00edticos serviram a uma revis\u00e3o de nosso programa hist\u00f3rico para implementar sua abordagem reformista. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, portanto, que tenha havido uma aproxima\u00e7\u00e3o com a Corrente da Revolu\u00e7\u00e3o Permanente, visto que seu principal partido, o PTS da Argentina, tem como principal tarefa as atividades eleitorais e parlamentares.<\/p>\n<p>A partir do CIR, apelamos \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o da LIT de Moreno, e parte dessa reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 a defesa do seu legado contra este novo ataque difamat\u00f3rio. Esta defesa n\u00e3o se resume a uma discuss\u00e3o te\u00f3rica abstrata. Negar a exist\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica tem consequ\u00eancias pol\u00edticas para situa\u00e7\u00f5es concretas na luta de classes, levando \u00e0 pol\u00edtica \u201cNem uma coisa nem outra\u201d do PTS. Reconhecer processos de revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, como o que ocorre hoje no Ir\u00e3, implica a participa\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios, assumindo a tarefa em quest\u00e3o \u2014 a queda da ditadura dos aiatol\u00e1s \u2014 e tamb\u00e9m propondo tarefas socialistas: armar o proletariado, estabelecer um \u00f3rg\u00e3o de poder oper\u00e1rio e um governo oper\u00e1rio e popular. Porque, para Moreno, e para n\u00f3s, a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica \u00e9 parte da revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>Nesse sentido, consideramos \u00fatil reproduzir o artigo de Alicia Sagra publicado por ocasi\u00e3o do 38\u00ba anivers\u00e1rio da morte de nosso mestre.<\/p>\n<p><strong>Nahuel Moreno e a Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>25 de janeiro marca 38 anos da morte de Nahuel Moreno. Em um texto que comemorava o 30\u00ba anivers\u00e1rio de seu falecimento, Ricardo Napur\u00ed afirmava: \u201cO fato de milhares e milhares de ativistas e militantes ainda se identificarem com o \u2018morenismo\u2019 \u00e9 uma prova de sua vitalidade pol\u00edtica\u201d. Sempre acrescentamos que outra prova indiscut\u00edvel da for\u00e7a e relev\u00e2ncia do pensamento pol\u00edtico de Moreno \u00e9 que, mais de 30 anos ap\u00f3s sua morte, ele continua sendo alvo de ataques difamat\u00f3rios de diversas organiza\u00e7\u00f5es, principalmente do Partido Oper\u00e1rio (PO) e do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS) da Argentina.<\/p>\n<p>N\u00f3s identificamo-nos como seguidores de Moreno; consideramo-lo o maior construtor de partidos trotskistas na classe oper\u00e1ria e acreditamos que ele foi quem melhor respondeu aos desafios surgidos ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. No entanto, estamos longe de deific\u00e1-lo, nem acreditamos que ele n\u00e3o tenha cometido erros. Isso n\u00e3o seria \u201cmorenista\u201d. Moreno nunca se cansava de insistir que a hist\u00f3ria do nosso presente \u00e9 a hist\u00f3ria dos nossos erros, explicando que todos os revolucion\u00e1rios erraram em algum momento, mas que a diferen\u00e7a residia no fato de que Lenin e Trotsky estavam errados tr\u00eas em cada dez vezes, e que, no seu caso, essa propor\u00e7\u00e3o era inversa (7 em 10 vezes).<\/p>\n<p>Essas n\u00e3o eram apenas declara\u00e7\u00f5es. Quando ele percebia um erro, reconhecia-o e o corrigia publicamente. Assim, em 1973, ele fez uma autocr\u00edtica e corrigiu sua posi\u00e7\u00e3o sobre a Palestina; tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 1970, ele fez uma autocr\u00edtica sobre suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lideran\u00e7a cubana; na d\u00e9cada de 1980, ele corrigiu defini\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 ditadura do proletariado.<\/p>\n<p>Essa atitude de Moreno \u2014 n\u00e3o se deixar encantar por suas ideias, reconhecer e corrigir seus erros \u2014 \u00e9 um elemento central de sua grandeza e o distingue da maioria dos l\u00edderes trotskistas de sua \u00e9poca e at\u00e9 mesmo dos de hoje, j\u00e1 que poucos admitem ter errado.<\/p>\n<p>Queremos aplicar o mesmo m\u00e9todo, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o nos encontramos entre os \u201cmorenistas\u201d que consideram heresia qualquer questionamento da defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ou te\u00f3rica de nosso mestre. Pelo contr\u00e1rio, em nosso trabalho cont\u00ednuo de atualiza\u00e7\u00e3o program\u00e1tica, analisamos as elabora\u00e7\u00f5es de nossa corrente com o mesmo esp\u00edrito cr\u00edtico com que fomos formados.<\/p>\n<p>Mas os ataques a Moreno e ao \u201cmorenismo\u201d pelas organiza\u00e7\u00f5es que mencionamos n\u00e3o se dirigem a seus erros ou poss\u00edveis fragilidades. Tampouco se trata de debates te\u00f3rico-pol\u00edticos respeitosos. Na maioria dos casos, s\u00e3o ataques falsos, sem qualquer tipo de prova, como foi o caso do PO, que o acusou de ter capitulado ao golpe militar de 1955 na Argentina, quando as manchetes de nossos jornais na \u00e9poca insistiam no apelo ao armamento do proletariado para enfrentar o golpe. Ou o caso do PTS, que nos acusou de que, ante os avan\u00e7os dos bandos fascistas em 1975, defend\u00edamos nossas sedes com cartuchos de CO2, quando seus l\u00edderes sabem muito bem que nossas instala\u00e7\u00f5es, transformadas em fortalezas, contavam com uma defesa armada permanente, liderada pelos e pelas dirigentes do partido.<\/p>\n<p><strong>Um suposto debate te\u00f3rico baseado em uma falsifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m desses ataques difamat\u00f3rios, facilmente refut\u00e1veis, o PTS h\u00e1 tempos desenvolve um aparente debate te\u00f3rico, falsificando as posi\u00e7\u00f5es de Moreno. Trata-se da quest\u00e3o da \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>O PTS acusa Moreno de \u201cetapista\u201d (agora dizem \u201csemietapista\u201d) porque, segundo eles, ele n\u00e3o defende uma revolu\u00e7\u00e3o permanente, mas sim uma revolu\u00e7\u00e3o em etapas: primeiro a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e depois a socialista \u2014 ou seja, a velha abordagem stalinista.<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 a falsidade? No fato de Moreno n\u00e3o defender a \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d. Isso n\u00e3o \u00e9 uma proposta pol\u00edtica, mas sim uma an\u00e1lise e caracteriza\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n<p><strong>Vejamos o que diz Moreno<\/strong>:<\/p>\n<p>\u201cAs revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que caracterizaram o s\u00e9culo passado ou o in\u00edcio deste foram denominadas burguesas democr\u00e1ticas pelo marxismo. Tratavam-se de revolu\u00e7\u00f5es que derrubaram o regime feudal ou feudal-mon\u00e1rquico para estabelecer um regime democr\u00e1tico que promovesse o desenvolvimento capitalista; o poder passou para as m\u00e3os de setores da burguesia ou da pequena burguesia. N\u00e3o foi apenas uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que inaugurou um novo regime pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m uma revolu\u00e7\u00e3o social que arrancou o poder das monarquias feudais e o entregou \u00e0 burguesia.\u201d<\/p>\n<p>Esse conte\u00fado hist\u00f3rico das revolu\u00e7\u00f5es burguesas democr\u00e1ticas mudou radicalmente desde o triunfo do fascismo na It\u00e1lia. A partir desse momento, emergiram regimes totalit\u00e1rios, antidemocr\u00e1ticos e diretamente contrarrevolucion\u00e1rios, empregando m\u00e9todos de guerra civil contra o movimento oper\u00e1rio, seus partidos e seus sindicatos.<\/p>\n<p>Esses regimes n\u00e3o s\u00e3o a express\u00e3o do feudalismo, mas da forma mais avan\u00e7ada de capitalismo: a dos monop\u00f3lios. A luta do movimento oper\u00e1rio adquire um profundo significado democr\u00e1tico, semelhante ao das revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas antifeudais do s\u00e9culo passado, mas com um conte\u00fado completamente diferente: uma luta contra a contrarrevolu\u00e7\u00e3o burguesa, e n\u00e3o feudal.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1930, Trotsky apontava que as bandeiras democr\u00e1ticas, devido \u00e0 ascens\u00e3o e ao triunfo do fascismo, adquiriam uma nova magnitude, uma enorme import\u00e2ncia. Ir\u00edamos al\u00e9m: que a ascens\u00e3o do fascismo e dos regimes contrarrevolucion\u00e1rios tornava necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica pelo proletariado, acompanhado pelo povo. Essa revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, cujo objetivo \u00e9 derrubar o regime burgu\u00eas contrarrevolucion\u00e1rio, torna-se, portanto, uma tarefa da classe oper\u00e1ria e do povo trabalhador, mesmo que, quando o regime contrarrevolucion\u00e1rio for derrotado, sejam os partidos burgueses, pequeno-burgueses ou reformistas que tomem o poder. Precisamente por essa raz\u00e3o, trata-se de uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201c(\u2026) Antes da queda da ditadura militar, tudo era permeado pela luta imediata contra ela; mas, ap\u00f3s sua queda, o foco da classe oper\u00e1ria e da luta popular deslocou-se para os flagelos do regime capitalista e semicolonial, n\u00e3o mais apenas contra sua express\u00e3o contrarrevolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201c(\u2026) Na fase da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, nossa palavra de ordem fundamental \u2014 o que n\u00e3o significa que abandonemos as bandeiras democr\u00e1ticas de transi\u00e7\u00e3o \u2014 era negativa: Abaixo o Czar, o Rei, o Kaiser, Somoza, Batista, as ditaduras militares do Peru, da Bol\u00edvia ou da Argentina! Queremos a queda, a quebra e a supera\u00e7\u00e3o do regime contrarrevolucion\u00e1rio. Mas, ap\u00f3s o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, as palavras de ordem pelo poder tornam-se positivas. Sem abandonar as negativas, como Abaixo o regime capitalista!, a prioridade passou a bandeiras como Ditadura do proletariado!, ou sua express\u00e3o concreta como o Poder aos sovietes, aos comit\u00eas oper\u00e1rios, \u00e0 COB! Ou, \u201cPor um governo oper\u00e1rio e popular que rompa com a burguesia!\u201d \u2014 tamb\u00e9m em sua express\u00e3o concreta \u2014 isto \u00e9, especificando quais partidos com influ\u00eancia de massas exigimos que rompam com a burguesia.<\/p>\n<p>\u201c(\u2026) As experi\u00eancias de triunfos revolucion\u00e1rios neste per\u00edodo p\u00f3s-guerra confirmaram a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente mais do que nunca e, ao mesmo tempo, completaram-na e a enriqueceram. Entre as inova\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas que enriquecem nossa concep\u00e7\u00e3o, h\u00e1 duas que a revolu\u00e7\u00e3o argentina confirmou.<\/p>\n<p>\u201cAs teses sobre a revolu\u00e7\u00e3o permanente insistiam que havia uma combina\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1tico-burguesas antifeudais com a revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional e internacional. O surgimento de um novo tipo de regime contrarrevolucion\u00e1rio de car\u00e1ter burgu\u00eas, como os regimes fascistas ou semifascistas, e o decl\u00ednio do feudalismo nos pa\u00edses subdesenvolvidos levaram ao surgimento de um novo tipo de revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica: a anticapitalista e anti-imperialista, n\u00e3o a antifeudal. Trata-se de uma revolu\u00e7\u00e3o contra um regime pol\u00edtico que faz parte do sistema capitalista, e n\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o contra outro sistema pr\u00e9-capitalista, feudal.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos mais do que nunca na revolu\u00e7\u00e3o permanente, na combina\u00e7\u00e3o desta nova revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica com a revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 algo mais. Todas as grandes revolu\u00e7\u00f5es deste s\u00e9culo, com exce\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, levaram partidos burgueses ou pequeno-burgueses ao poder. Essas revolu\u00e7\u00f5es foram produto da a\u00e7\u00e3o objetiva do movimento oper\u00e1rio e popular, que desconhecia a possibilidade e a necessidade de tomar o poder. A consci\u00eancia das massas revolucion\u00e1rias era muito mais atrasada do que a revolu\u00e7\u00e3o que realizaram, como demonstra o fato de terem entregado o poder \u00e0 classe inimiga.\u201d[1]<\/p>\n<p>Em outras palavras, Moreno jamais defendeu uma pol\u00edtica de \u201crevolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d; essa \u00e9 uma falsifica\u00e7\u00e3o conscientemente perpetrada pelo PTS. Uma falsifica\u00e7\u00e3o que, como veremos em breve, serve para justificar uma pol\u00edtica de capitula\u00e7\u00e3o diante dos processos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Moreno sempre defendeu a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente. Seu argumento \u00e9 que a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, combinada com o socialismo, \u00e9 diferente da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica antifeudal da qual Trotsky falava; trata-se da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica para confrontar regimes capitalistas totalit\u00e1rios, e n\u00e3o feudais.<\/p>\n<p><strong>As consequ\u00eancias pol\u00edticas<\/strong><\/p>\n<p>A principal consequ\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 que intervimos com todas as nossas for\u00e7as nesses processos revolucion\u00e1rios de massa que confrontaram regimes contrarrevolucion\u00e1rios, independentemente de sua lideran\u00e7a. Assim, intervimos na Nicar\u00e1gua com a Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar e consideramos a derrubada sandinista de Somoza um triunfo democr\u00e1tico, ou seja, um triunfo da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, assim como a queda da ditadura argentina em 1982 e da ditadura boliviana no mesmo ano.<\/p>\n<p>Agimos de forma semelhante diante do processo revolucion\u00e1rio s\u00edrio de 2011, intervindo na medida de nossas for\u00e7as e sofrendo as consequ\u00eancias da repress\u00e3o assassina de Assad. E hoje celebramos a queda dessa ditadura assassina como um grande triunfo democr\u00e1tico, independentemente das enormes diverg\u00eancias que possamos ter com sua lideran\u00e7a. Participamos ativamente de todas essas revolu\u00e7\u00f5es, assim como os oper\u00e1rios bolcheviques participaram da Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro de 1917, que resultou em um governo chefiado por um pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Para Moreno e para n\u00f3s, essas \u201crevolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d fazem parte da revolu\u00e7\u00e3o permanente, ou seja, da revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial. Isso se deve ao inimigo de classe que enfrentam, embora, por conta da crise de dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, as lideran\u00e7as burguesas ou reformistas congelem-nas na fase democr\u00e1tica, impedindo seu avan\u00e7o rumo ao triunfo da revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Mas, ao mesmo tempo, a queda desses regimes contrarrevolucion\u00e1rios, esses triunfos democr\u00e1ticos abrem a possibilidade de avan\u00e7ar na supera\u00e7\u00e3o dessa crise de lideran\u00e7a, desde que os revolucion\u00e1rios atuem com for\u00e7a nesses processos.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a pol\u00edtica do PTS? Eles n\u00e3o reconhecem essas revolu\u00e7\u00f5es e dizem: \u201cObrigado, n\u00e3o vou fumar\u201d. A pol\u00edtica do \u201cnem-nem\u201d. Eles mantiveram essa posi\u00e7\u00e3o em 2011, durante a guerra civil contra Assad, o que, na pr\u00e1tica, significou a continua\u00e7\u00e3o da ditadura assassina, j\u00e1 que n\u00e3o propunham o apoio militar aos que lutavam contra ela. Tanto que sua posi\u00e7\u00e3o atual \u00e9 de capitula\u00e7\u00e3o \u00e0 lideran\u00e7a burguesa atual, ao n\u00e3o a desafiarem. Eles tamb\u00e9m capitulam diante daqueles que argumentam que as coisas eram melhores com o \u201canti-imperialista\u201d Assad, cujo principal exemplo s\u00e3o as diferentes variantes de stalinismo.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos d\u00favidas. A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria confirma a relev\u00e2ncia do pensamento de Moreno. \u00c9 essa estrutura que nos permite intervir ao lado das massas que enfrentam esses regimes contrarrevolucion\u00e1rios, sem dar qualquer apoio pol\u00edtico \u00e0s suas lideran\u00e7as, defendendo a organiza\u00e7\u00e3o independente dos trabalhadores e com um programa de revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional e internacional.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1] Nahuel Moreno, Argentina: Uma Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Triunfante (Relat\u00f3rio apresentado ao CEI da LIT-QI em mar\u00e7o de 1983). Publicado como Ap\u00eandice da Escola de Quadros (Argentina 1984)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25 de janeiro marca 39 anos da morte de nosso maior mestre e l\u00edder. E, infelizmente, ao comemorarmos este anivers\u00e1rio, devemos dizer que sua principal obra, a Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI), implodiu ap\u00f3s uma longa crise. 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