{"id":1415,"date":"2026-06-06T14:49:21","date_gmt":"2026-06-06T14:49:21","guid":{"rendered":"https:\/\/cir-internacional.org\/pt\/?p=1415"},"modified":"2026-06-06T14:50:15","modified_gmt":"2026-06-06T14:50:15","slug":"nem-uma-a-menos-justica-por-agostina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cir-internacional.org\/pt\/nem-uma-a-menos-justica-por-agostina\/","title":{"rendered":"Nem uma a menos. Justi\u00e7a por Agostina"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: Mariana Romero. Delegada da Escola da SUTEBA \u2013 Militante do GOI \u2013 CIR<\/em><\/p>\n<p>Contra a viol\u00eancia machista e as medidas de austeridade que desmantelam as pol\u00edticas de g\u00eanero. Onze anos ap\u00f3s o primeiro grito coletivo, neste dia 3 de junho, voltamos \u00e0s ruas!<\/p>\n<p>Onze anos ap\u00f3s o surgimento do movimento\u00a0Ni Una Menos, a viol\u00eancia machista continua ceifando vidas, enquanto o governo de Javier Milei aprofunda o desmantelamento \u2013 das j\u00e1 poucas e com escasso financiamento \u2013 das pol\u00edticas p\u00fablicas, supostamente destinadas a preveni-la e combat\u00ea-la. Os feminic\u00eddios n\u00e3o diminuem; a pobreza atinge com maior dureza as mulheres trabalhadoras e as dirigentes da CGT e das CTAs mant\u00eam uma passividade inadmiss\u00edvel diante de um ajuste que tamb\u00e9m tem rosto de mulher, especialmente de mulher trabalhadora. Neste dia 3 de junho, voltamos \u00e0s ruas para exigir justi\u00e7a por Agostina e por todas as v\u00edtimas da viol\u00eancia machista, reivindicar or\u00e7amento e pol\u00edticas de g\u00eanero. Exigindo uma greve nacional que una a luta contra a opress\u00e3o a todas as lutas contra o ajuste econ\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>3 de junho: onze anos de luta, uma emerg\u00eancia que continua<\/strong><\/p>\n<p>Quando centenas de milhares de pessoas lotaram as pra\u00e7as do pa\u00eds em 3 de junho de 2015, ficou claro que a viol\u00eancia machista n\u00e3o era um problema privado nem uma soma de casos isolados. Era uma problem\u00e1tica estrutural que atravessava toda a sociedade e, sobretudo, a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Onze anos depois, a realidade demonstra que aquela mobiliza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica conseguiu instigar o debate e conquistar direitos importantes, mas n\u00e3o p\u00f4de p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>De acordo com o Observat\u00f3rio\u00a0Ahora Que S\u00ed Nos Ven, entre junho de 2015 e maio de 2026, foram registrados mais de 3.200 homic\u00eddios relacionados \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero, incluindo feminic\u00eddios, transfeminic\u00eddios, travestic\u00eddios e feminic\u00eddios relacionados. Por tr\u00e1s de cada n\u00famero h\u00e1 projetos de vida interrompidos, fam\u00edlias destru\u00eddas e milhares de meninas e meninos que cresceram sem suas m\u00e3es.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, no governo de Milei, os feminic\u00eddios somam 1 a cada 31\/33 horas, totalizando 300 por ano. A persist\u00eancia e o aumento desses crimes revelam que a viol\u00eancia machista continua sendo uma das express\u00f5es mais brutais das desigualdades que atravessam a sociedade argentina.<\/p>\n<p><strong>O crime que comoveu o pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>O desaparecimento e o posterior assassinato de Agostina Vega, de apenas 14 anos, provocaram profunda como\u00e7\u00e3o social. Seu nome se soma a uma lista que n\u00e3o deveria existir. Como ocorre em tantos casos, a indigna\u00e7\u00e3o coletiva volta a evidenciar a insufici\u00eancia das respostas do Estado diante da viol\u00eancia contra mulheres, meninas e adolescentes. N\u00e3o procuraram Agostina \u201cporque ach\u00e1vamos que ela estava com um namoradinho\u201d; o assassino (Gabriel Barrelier) havia sido solto por um crime de sequestro e o promotor do caso, Ra\u00fal Garz\u00f3n, ao tomar conhecimento do brutal feminic\u00eddio, n\u00e3o teve ideia melhor do que parabenizar os c\u00e3es farejadores e evitar chamar o assassinato e o desmembramento de Agostina de \u201cfeminic\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>Agostina deveria estar planejando seu futuro. Hoje, ela transforma-se em bandeira de luta e s\u00edmbolo de uma realidade intoler\u00e1vel. Seu assassinato evidencia a necessidade urgente de fortalecer todos os mecanismos de preven\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>Ajuste de classe: quando o Estado criminaliza as mulheres trabalhadoras<\/strong><\/p>\n<p>O governo promove projetos que colocam o foco do debate nas chamadas \u201cden\u00fancias falsas\u201d. A principal impulsionadora dessa agenda \u00e9 a senadora Carolina Losada, que prop\u00f5e altera\u00e7\u00f5es no artigo 245 do C\u00f3digo Penal para endurecer as penas contra quem fizer den\u00fancias consideradas falsas. Na C\u00e2mara dos Deputados tamb\u00e9m h\u00e1 antecedentes nesse sentido, impulsionados por setores libert\u00e1rios.<\/p>\n<p>Para as mulheres trabalhadoras, o problema de fundo \u00e9 outro. Longe de haver uma epidemia de den\u00fancias falsas, milhares de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia nunca chegam a ser denunciadas. O medo, a depend\u00eancia econ\u00f4mica, a revitimiza\u00e7\u00e3o judicial, as amea\u00e7as e a falta de respostas do Estado continuam sendo obst\u00e1culos permanentes para milhares de n\u00f3s. Os dados falam por si: um relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio de Viol\u00eancia de G\u00eanero do Minist\u00e9rio P\u00fablico analisou mais de 8 milh\u00f5es de processos criminais em 17 prov\u00edncias entre 2023 e 2025; as den\u00fancias falsas representaram 0,09% do total e os depoimentos falsos, 0,025%. Este dado refuta empiricamente a premissa central do projeto de lei! Ent\u00e3o, o que esta lei busca? O projeto para endurecer o artigo 245 do C\u00f3digo Penal n\u00e3o busca \u201cseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, mas sim disciplinar a for\u00e7a de trabalho feminina. Enquanto o Estado corta abrigos e assist\u00eancia jur\u00eddica, desvia o foco do debate para os 0,09% de \u201cden\u00fancias falsas\u201d a fim de individualizar um problema estrutural.<\/p>\n<p>O objetivo concreto \u00e9 claro: gerar medo de denunciar e manter a depend\u00eancia econ\u00f4mica que prende milhares de mulheres trabalhadoras ao lar e ao trabalho prec\u00e1rio. \u00c9 a imposi\u00e7\u00e3o que funciona como viol\u00eancia: o Estado, enquanto aparato da classe dominante, utiliza o direito penal para garantir m\u00e3o de obra barata e impedir que o conflito deixe de ser responsabilidade de quem governa. Por isso, enquanto se discutem puni\u00e7\u00f5es mais severas para quem faz den\u00fancias falsas, o verdadeiro debate deveria centrar-se em como garantir acesso efetivo \u00e0 justi\u00e7a, prote\u00e7\u00e3o integral e acompanhamento \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Enquanto a viol\u00eancia machista continua sendo uma emerg\u00eancia social, o governo nacional avan\u00e7a com uma pol\u00edtica sistem\u00e1tica de desmantelamento dos poucos e mal financiados programas destinados a combat\u00ea-la. O fechamento do Minist\u00e9rio das Mulheres, G\u00eaneros e Diversidade, o esvaziamento de \u00e1reas especializadas, os cortes or\u00e7ament\u00e1rios e a redu\u00e7\u00e3o de equipes territoriais constituem parte de uma orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que considera os direitos conquistados como um gasto dispens\u00e1vel. No entanto, por tr\u00e1s de cada programa eliminado, h\u00e1 mulheres concretas que perdem acesso \u00e0 assist\u00eancia jur\u00eddica, ao acompanhamento psicol\u00f3gico, a subs\u00eddios de emerg\u00eancia e a espa\u00e7os de acolhimento diante de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia extrema.<\/p>\n<p>O governo, em sua \u201cbatalha cultural\u201d, proibiu o uso do termo \u201cfeminic\u00eddio\u201d em todos os \u00f3rg\u00e3os do Estado. Busca, como disse Milei, \u201ctirar peso\u201d dos assassinatos de mulheres. O que ele omite \u00e9 que, tanto no caso de Agostina quanto na imensa maioria dos feminic\u00eddios, os respons\u00e1veis s\u00e3o homens e o motivo decorre de uma estrutura em que a mulher \u00e9 tratada como objeto: de consumo, de posse ou de descarte. Quando se cortam as j\u00e1 escassas pol\u00edticas p\u00fablicas, aumenta a vulnerabilidade. Quando se destroem os dispositivos de assist\u00eancia, fortalecem-se as condi\u00e7\u00f5es que permitem que a viol\u00eancia continue.<\/p>\n<p>Por isso, o ajuste n\u00e3o \u00e9 uma discuss\u00e3o econ\u00f4mica abstrata. Tem consequ\u00eancias diretas na vida de milh\u00f5es de mulheres trabalhadoras. S\u00e3o a express\u00e3o mais extrema de uma estrutura social atravessada por desigualdades econ\u00f4micas, culturais e pol\u00edticas. As mulheres continuam suportando n\u00edveis mais altos de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, sal\u00e1rios mais baixos, sobrecarga de tarefas dom\u00e9sticas e de cuidados n\u00e3o remunerados, al\u00e9m de m\u00faltiplas formas de discrimina\u00e7\u00e3o e de viol\u00eancia. Nos bairros populares, onde o ajuste atinge com mais for\u00e7a, essas desigualdades se aprofundam. Por isso, a luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o pode ser separada da luta por trabalho, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento para pol\u00edticas p\u00fablicas. Tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel avan\u00e7ar nas condi\u00e7\u00f5es materiais que, muitas vezes, impedem a sa\u00edda de rela\u00e7\u00f5es afetivas violentas: a depend\u00eancia econ\u00f4mica, a falta de moradia e a feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel reverter essa situa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para uma problem\u00e1tica que tem ra\u00edzes econ\u00f4micas, sociais, culturais e pol\u00edticas no sistema capitalista. Mas existem medidas concretas que poderiam contribuir para reduzir a viol\u00eancia de g\u00eanero:<\/p>\n<ul>\n<li>Declarar Emerg\u00eancia Nacional em mat\u00e9ria de viol\u00eancia contra a mulher.<\/li>\n<li>Garantir o or\u00e7amento necess\u00e1rio destinado a pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia.<\/li>\n<li>Sal\u00e1rio igual para trabalho igual, com controle das organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores.<\/li>\n<li>Comit\u00eas de trabalhadoras e trabalhadores contra a viol\u00eancia de g\u00eanero nos locais de trabalho e de estudo.<\/li>\n<li>Direito efetivo ao aborto legal, seguro e gratuito e acesso universal \u00e0 sa\u00fade reprodutiva.<\/li>\n<li>Redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o salarial, para distribuir o trabalho existente e combater o desemprego.<\/li>\n<li>Acesso pleno aos direitos trabalhistas para todas as trabalhadoras, inclusive as que trabalham na informalidade ou no emprego dom\u00e9stico.<\/li>\n<li>Desenvolvimento massivo de servi\u00e7os p\u00fablicos de assist\u00eancia (creches, refeit\u00f3rios, lavanderias p\u00fablicas), financiados pelo Estado e administrados com a participa\u00e7\u00e3o de trabalhadoras e trabalhadores e das comunidades.<\/li>\n<li>Defesa irrestrita da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade p\u00fablicas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio fazer um balan\u00e7o pol\u00edtico que abranja os diferentes governos que se sucederam desde 2015 \u2014 peronistas, radicais e, atualmente, libert\u00e1rios \u2014 que n\u00e3o conseguiram reverter uma realidade que continua ceifando vidas. As conquistas obtidas nesses anos, que o governo de Milei pretende erradicar, n\u00e3o foram concess\u00f5es dos governos nem uma iniciativa surgida das institui\u00e7\u00f5es. Foram produto da mobiliza\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de mulheres, pessoas de diversas identidades, trabalhadoras e trabalhadores e jovens, que conseguiram impor suas reivindica\u00e7\u00f5es por meio da organiza\u00e7\u00e3o e da luta.<\/p>\n<p>Consideramos que \u00e9 necess\u00e1rio construir uma ferramenta pol\u00edtica revolucion\u00e1ria, que organize a revolta contra este sistema capitalista que nos mata todos os dias; essa viol\u00eancia n\u00e3o pode ser dissociada das condi\u00e7\u00f5es materiais em que vivem milh\u00f5es de mulheres. A precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, os baixos sal\u00e1rios, a falta de moradia, a sobrecarga de tarefas de cuidado e a depend\u00eancia econ\u00f4mica constituem fatores que agravam situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade e opress\u00e3o. \u00c9 por isso que a luta contra a viol\u00eancia machista n\u00e3o se ganha nos tribunais. Ela se ganha transformando as condi\u00e7\u00f5es materiais da maioria da classe trabalhadora. E essa luta a vencemos juntos: homens e mulheres trabalhadores contra o mesmo inimigo, o capital que lucra com a precariedade; enquanto a organiza\u00e7\u00e3o priorizar os lucros em detrimento da vida, a viol\u00eancia continuar\u00e1 sendo funcional ao sistema. Dividir-nos \u00e9 o que o ajuste precisa. Unir-nos \u00e9 o que o fere.<\/p>\n<p><strong>A d\u00edvida da CGT e das CTAs<\/strong><\/p>\n<p>A viol\u00eancia machista n\u00e3o pode ser combatida apenas pelas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de esquerda ou feministas. Ela tamb\u00e9m deve ser uma causa central do movimento oper\u00e1rio organizado. Porque s\u00e3o as mulheres trabalhadoras e pobres que mais sofrem com o machismo e t\u00eam menos recursos para se defender. Elas sofrem uma dupla opress\u00e3o, por serem mulheres e por serem trabalhadoras; s\u00e3o exploradas e oprimidas. N\u00f3s, mulheres, somos maioria em setores estrat\u00e9gicos como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e servi\u00e7os. Somos tamb\u00e9m quem suporta a maior carga de trabalho dom\u00e9stico e de cuidados n\u00e3o remunerados.<\/p>\n<p>A CGT e as CTAs, com sua passividade, permitem que o ajuste econ\u00f4mico de Milei e companhia seja aplicado. Diante da Reforma Trabalhista, que \u00e9 o ataque mais forte \u00e0 classe trabalhadora em d\u00e9cadas, suspenderam as greves para seguir pela \u201cvia judicial\u201d. O resultado? A Reforma Trabalhista est\u00e1 em pleno vigor e a CGT e as CTAs n\u00e3o dizem uma \u00fanica palavra a respeito. Com as mulheres acontece o mesmo ou pior. Agora convocam uma marcha pac\u00edfica, sem greve, para \u201cmostrar\u201d descontentamento com o governo de Milei. Um governo que se dedicou a perseguir, reprimir e aplicar medidas de austeridade contra trabalhadores, aposentados, pessoas com defici\u00eancia e mulheres.<\/p>\n<p>Cada demiss\u00e3o no setor p\u00fablico e\/ou privado, cada deteriora\u00e7\u00e3o salarial, tem um impacto diferenciado sobre n\u00f3s. Por isso, \u00e9 imposs\u00edvel separar a luta contra a viol\u00eancia machista da luta contra a austeridade. As dirigentes sindicais t\u00eam a responsabilidade de convocar um verdadeiro plano nacional de lutas que unifique todas as demandas populares: sal\u00e1rios, emprego, or\u00e7amento para a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade p\u00fablica, defesa das aposentadorias e pol\u00edticas contra a viol\u00eancia de g\u00eanero. E n\u00f3s, trabalhadores e trabalhadoras, devemos impor, a partir de cada lugar e com a raiva dos cortes que sofremos, as medidas necess\u00e1rias para que isso aconte\u00e7a. Em primeiro lugar, assembleias de base e reuni\u00f5es de ativistas. E se os dirigentes sindicais acomodados e subornados n\u00e3o se mexerem, temos que retomar o caminho que tantas vezes serviu aos trabalhadores e trabalhadoras: impulsionar medidas, ultrapassar as lideran\u00e7as e impor a\u00e7\u00f5es em nossa defesa.<\/p>\n<p>Neste dia 3 de junho, devemos exigir que a CGT e as CTAs rompam com a passividade e convoquem uma\u00a0greve nacional,\u00a0com mobiliza\u00e7\u00e3o, para enfrentar o conjunto das pol\u00edticas de austeridade.<\/p>\n<p>Os feminic\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados. S\u00e3o a express\u00e3o mais extrema de uma estrutura social atravessada pelas desigualdades econ\u00f4micas, culturais e pol\u00edticas do capitalismo. A depend\u00eancia econ\u00f4mica, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, a feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza e a crise habitacional funcionam, muitas vezes, como obst\u00e1culos concretos para que milhares de mulheres saiam de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Por isso, a luta contra a viol\u00eancia machista requer muito mais do que respostas judiciais. Ela precisa de or\u00e7amento, trabalho, moradia, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade p\u00fablica e direitos sociais. Precisa enfrentar as bases materiais do sistema capitalista que reproduzem a desigualdade, lutando sem tr\u00e9gua contra o governo e seu ajuste pr\u00f3-imperialista e construindo uma sa\u00edda oper\u00e1ria e socialista. S\u00f3 assim poderemos dar espa\u00e7o a uma sociedade em que o machismo n\u00e3o mate 1 mulher por dia e tenhamos a igualdade social que merecemos.<\/p>\n<p><strong>Neste dia 3 de junho, vamos ocupar as ruas<\/strong><\/p>\n<p>Onze anos depois do\u00a0Ni Una Menos, continuamos levantando as mesmas bandeiras porque as causas que deram origem \u00e0quela mobiliza\u00e7\u00e3o permanecem vigentes. Voltamos \u00e0s ruas por Agostina. Por aquelas que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s. Por aquelas que continuam enfrentando situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia todos os dias. Pelas trabalhadoras que sofrem as consequ\u00eancias do ajuste. Pela defesa de cada pol\u00edtica p\u00fablica conquistada ao longo de anos de luta. Porque a viol\u00eancia machista e o ajuste n\u00e3o s\u00e3o problemas separados: fazem parte de uma mesma realidade que descarrega a crise sobre as mulheres e os setores populares.<\/p>\n<p>Por isso, neste dia 3 de junho, exigimos justi\u00e7a por Agostina e tantas outras, or\u00e7amento e organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li>Exigimos da CGT e das CTAs uma greve nacional e um plano de lutas coerente. Greve ou renunciem!<\/li>\n<li>Porque ainda nos faltam muitas.<\/li>\n<li>Porque o ajuste tamb\u00e9m \u00e9 viol\u00eancia.<\/li>\n<li>Porque cada direito conquistado foi fruto da mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/li>\n<li>Contra o ajuste de Milei e seu plano pr\u00f3-imperialista!<\/li>\n<li>Fora Milei!<\/li>\n<li>Pelos direitos das mulheres trabalhadoras!<\/li>\n<li>Contra a Reforma Trabalhista!<\/li>\n<li>Contra a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho!<\/li>\n<li>Pela organiza\u00e7\u00e3o independente de nossa classe!<\/li>\n<li>Pela luta por uma sociedade socialista!<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nem uma a menos! Queremos estar vivas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Mariana Romero. Delegada da Escola da SUTEBA \u2013 Militante do GOI \u2013 CIR Contra a viol\u00eancia machista e as medidas de austeridade que desmantelam as pol\u00edticas de g\u00eanero. Onze anos ap\u00f3s o primeiro grito coletivo, neste dia 3 de junho, voltamos \u00e0s ruas! 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